Tenho observado com atenção o avanço das inteligências artificiais, especialmente no campo da criação artística. Desenhos gerados por IA estão cada vez mais sofisticados, às vezes indistinguíveis dos produzidos por mãos humanas.
Ao mesmo tempo, tenho acompanhado a resposta dos artistas. Muitos estão se manifestando contra essa nova realidade.
Esse tipo de reação não é novidade na história. Sempre que uma nova tecnologia ameaça transformar profundamente alguma profissão, especialmente aquelas ligadas à arte, há resistência.
Quando o cinema ganhou som, por exemplo, os músicos que tocavam ao vivo nas sessões dos filmes mudos protestaram. Eles viam ali não apenas a perda de empregos, mas também o fim de uma forma de arte.
Outro caso emblemático foi o surgimento da fotografia no século XIX.
Muitos pintores de retrato viram sua profissão se esvaziar da noite para o dia. Por que alguém contrataria um artista para pintar um rosto se uma máquina poderia capturá-lo em segundos?
Hoje, os artistas que se posicionam contra a ascensão da IA lembram, em muitos aspectos, o movimento ludista do século XIX.
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