Em 1964, um golpe instaurou a ditadura militar que durou até 1985 e ficou marcada pela censura prévia de músicas, peças teatrais, novelas, livros, filmes e jornais. Essa política de controle visava ocultar problemas sociais e econômicos, impedindo denúncias contra o governo e promovendo uma imagem de estabilidade.
Em entrevista ao g1, o professor Mateus Gamba Torres, da UnB, explicou que o regime censurava temas considerados contrários aos "bons costumes" – como sexualidade, denúncias de fome, problemas sociais e manifestações de racismo –, classificando tudo o que contestasse o governo como comunista.
No início da ditadura, a censura era aplicada de forma não oficial, por meio de mensagens enviadas aos veículos de imprensa instruindo-os a evitar determinados assuntos ou notícias.
Alguns jornais, para driblar essa interferência, substituíam matérias censuradas por poemas. No entanto, não demorou para que o controle da informação fosse oficializado por meio de normas rigorosas.
Em 1967, o presidente Humberto Castelo Branco sancionou a Lei de Imprensa, que regulava a liberdade de manifestação do pensamento e da informação. A norma previa penas de detenção para quem divulgasse propaganda considerada subversiva ou publicações que atentassem contra a moral e os bons costumes.
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